Vinte e um por cento. Este número pode parecer tímido à primeira vista. Mas representa uma revolução em curso no setor de saúde digital brasileiro.
A inteligência artificial avança sorrateiramente nas healthtechs nacionais. Dados recentes revelam que 21% das startups de saúde já implementaram soluções baseadas em IA em seus modelos de negócio. Os sistemas artificiais começam a ganhar terreno onde antes apenas médicos pisavam.
E quem poderia imaginar, há apenas uma década, que algoritmos participariam ativamente de diagnósticos médicos?
Entre as principais aplicações desta tecnologia estão análise e processamento de imagens, personalização de tratamentos, previsão e monitoramento de doenças. As healthtechs brasileiras descobriram o filão dourado: usar a IA para aprimorar serviços digitais de saúde.
Os resultados foram parar no respeitado “Startup Landscape: Ecossistema 2024”, relatório da Liga Ventures que analisou centenas de startups brasileiras. Nas entranhas deste documento, o dado salta aos olhos: o setor de healthtech demonstra adoção de 21% em ferramenta de inteligência artificial. A taxa pode parecer modesta, mas supera diversos outros segmentos da economia brasileira. Pequenas, porém decididas, estas empresas colocam o pé no acelerador da inovação tecnológica na saúde.
Entre as tecnologias mais adotadas pelas healthtechs estão: APIs (implementadas por 34% das empresas), Cloud Computing (presente em 24% dos negócios) e CRMs (18% já utilizam estes sistemas para gestão de relacionamento com clientes).
O investimento indica que o furor da IA atingiu o setor brasileiro em 2024. As healthtechs receberam modestos aportes de US$ 106,8 milhões até agora – uma fração do potencial mercado. Será que estamos apenas engatinhando nesta revolução tecnológica?
A corriqueira situação das vicissitudes do hodierno mercado de inovação tem afetado o Brasil, é verdade. O país demonstrou queda na participação global de investimentos em healthtechs, representando apenas 0,57% do montante total.
De acordo com a Liga Insights, o crescimento da maturidade a partir de diversos fatores, como idade e número principal de usuários, indicam evolução da indústria. Os empreendedores da saúde digital precisam queimar a mufa para garantir resultados. Não obstante, têm logrado avanços dignos de registro.
As startups de saúde enfrentam um cenário desafiador, mas seguem aproveitando brechas para implementar soluções inovadoras. Com a IA entrando na jogada, o setor poderá experimentar uma transformação profunda nos próximos anos.
Quem sabe não veremos em breve algoritmos prescrevendo tratamentos personalizados com precisão inédita?
A prospecção de novas tecnologias mostra que as healthtechs estão apenas arranhando a superfície do que é possível fazer com inteligência artificial. De olho neste horizonte promissor, empreendedores do setor de saúde preparam o terreno para uma expansão exponencial.
O Brasil pode estar engatinhando nesta área, mas já deu os primeiros passos. Como dizem os velhos empresários, quem planta hoje colhe amanhã. E neste jardim tecnológico da saúde, as sementes da IA começam a germinar.
Enquanto isso, pacientes brasileiros já experimentam os primeiros frutos desta integração. E você, já interagiu com alguma healthtech potencializada por IA?
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